sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Capítulo 23- Live While We're Young


Nicki POV On
Era tão horrível escutar Liam contando nossas histórias sem rir ou lembrar um detalhe que ele se esqueceu de falar, tão horrível escutar os “eu te amo” de Harry sem responder “eu também te amo, e muito” ou escutar um “fica bem minha princesinha” do meu pai sem responder “pai eu estou bem”. Ou escutar Bia falando o quanto ela era culpada por isso e responder que a culpa não é dela, e sim da cabeça daquela louca. Escutar os choros de Mari e não a abraçar me matava por dentro, mas eu não podia fazer nada. Mas finalmente eu “acordei”, depois de escutar o interrogatório de Harry, papai e Liam, tudo o que eu mais queria era dormir. Meu pai está aqui comigo no hospital, é tão bom ter ele aqui do meu lado.

- Pai?
- Oi pequena.
- Vai demorar para eu voltar a andar com a perna esquerda?
- Acho que não.

Depois disso engatamos uma conversa sem fim, é tão legal conversar com meu pai, ver o quanto ele se preocupa comigo, o quanto ele gosta de Harry e quer ver ele do meu lado. Eu tenho sorte de ter um pai como ele, o melhor pai do mundo. Depois de conversar muito com ele, fiquei com muito sono e resolvi dormir.

Zayn POV On
Queria tanto ver aquela chatinha acordada, ouvir a voz dela e reclamar dos tapas que ela me dá quando eu falo alguma coisa sobre ela ou sobre Harry. E Perrie gosta muito dela, as duas se dão muito bem, e isso é bem legal. Agora estou aqui olhando para o nada e pensando em um monte de coisas. Peguei meu notebook e entrei no twitter.

“@zaynmalik: Nicki está acordada e está bem :) x”

Logo depois vieram um monte de mentions desejando o bem dela, algumas não. Fiquei vendo algumas coisas na internet, desliguei o notebook e fiquei me revirando na cama. Até que coloquei uma musica que um ser chamado Nicolle vivia cantando, que é a musica A Thousand Years, da Christina Perri. Sempre acho e sempre acharei que ela canta essa musica para mandar uma indireta para o Harry, e a musica me acalmou tanto que eu dormi.

Harry POV On
Por mais que minha pequena estivesse bem, a cena de ela sentada naquela cadeira toda cortada, suja e com hematomas não saia de minha cabeça. E isso me atormenta muito, porque minha consciência diz que é minha culpa. E é minha culpa mesmo, se Jesy não fosse obcecada por mim, se Nicki e eu não fossemos apaixonados, ela não estaria naquele hospital, ela não teria sofrido naquele galpão. Até agora não sei o que aconteceu naquele lugar, só Deus sabe o quanto ela sofreu lá, mas depois eu pergunto o que eles fizeram a ela. Acordei e era sete e meia da manhã, tomei um banho e coloquei uma camiseta azul, um jeans e all star. Fiquei sentado vendo as coisas na internet. Quando deu oito e meia, fui ao hospital.

- A Nicolle pode receber visitas?
- Pode sim, vai lá – e sorri.

Fui andando calmamente até o quarto que ela estava. Fiquei pensando em como eu falaria com ela, afinal, é difícil falar com uma garota que é a dona dos seus pensamentos, a dona do seu coração. Eu nunca me apaixonei por uma pessoa como eu estou apaixonado por Nicki. Entrei no quarto devagar e encontrei Nicki dormindo e tio Jake acordado olhando para ela e alisando os cabelos loiros de Nicolle.

- Não está muito cedo? – disse tio Jake.
- Não para ver minha princesa – e sorri.
- Você realmente a ama?
- Sim, eu amo muito ela – depois que eu disse isso, Jake sorriu.
- Cuide dela quando eu não estiver perto.
- Sim. Eu fico aqui com ela, pode ir para casa dormir melhor – eu disse sorrindo.
- Tá bom, qualquer coisa me liga ok Harry?
- Ok.
- Tchau rapaz.
- Tchau Jake.

Me levantei e sentei na poltrona que tio Jake estava sentado, fiquei olhando Nicki dormindo profundamente. É fofo de se ver ela dormindo, ela sempre dorme com um sorriso fechado nos lábios e isso deixa a mostra as covinhas que ela tem. Fiquei afagando os cabelos dela. Quando o sono me bateu novamente, dei um beijo na testa de Nicki e sussurrei um “eu te amo” e voltei a dormir.

Nicki POV On
Senti alguém respirando pesadamente próximo do meu pescoço, abri lentamente os olhos e vi que Harry estava dormindo aqui. Mas como Harry está aqui, sendo que meu pai que estava? Isso é bem estranho, porém é bom sentir ele aqui perto de mim. Preciso pedir desculpas para ele pelo o que eu disse no galpão, depois que descobri que era tudo armação do Harry e da Bia para eles me soltarem. Meu braço esquerdo está nas costas dele e um dos braços dele estavam em volta de mim. Fiquei afagando aqueles cachos e vendo ele dormir, ele é perfeito por completo. Perfeito para mim.

- A Bela Adormecida acordou – e Harry me abraçou.
- É – e sorri- me desculpa por falar aquelas coisas.
- Isso é passado – disse com a cabeça no vão do meu pescoço e ali deu um beijo- que bonitinha arrepiada.
- Harry! – o repreendi.
- Que foi? – disse com o nariz colado ao meu sorrindo.
- Nada – e sorri- mudando de assunto, quem me dava banho?- eu precisava saber disso.
- Mari e Bia
- Ah, eu to com fome!
- Quer que eu busque um cappuccino no Starbucks?
- Sim – e sorri- e cookies também.
- Folgada! – mostrei a língua- Vou lá buscar as coisas e já volto – e me deu um selinho-
- Tá bom.

Fiquei olhando aquele quarto branco tomado pela claridade do sol, finalmente fez sol em Oxford! Levantei-me da cama e fui ao banheiro, fiz minhas higienes e tomei banho, demorei uns dez minutos e coloquei outra roupa de hospital. Me deitei na cama e me deparo com um ser perfeito abrindo a porta.

- Cappuccino e cookies para a minha menina – ele colocou as coisas no meu colo e sorri.
- Obrigada, meu menino – e ele abriu um largo sorriso, e que sorriso lindo.

Enquanto eu comia meu café da manhã que Harry trouxe escondido nós ficamos conversando, isso mexe tanto comigo. Ver a pessoa que você ama mais que tudo do seu lado e te amando também me faz surtar de alegria por dentro, é muito melhor do que ganhar ingressos para o show do The Wanted, tá, isso foi uma comparação idiota, mas meu cérebro não conseguiu pensar em uma comparação melhor, se bem que, eu ficaria feliz demais se eu ganhasse ingressos para o show do The Wanted, sem o Harry saber, é claro.

- Harry, você me ama mesmo? – tá, eu não queria perguntar.
- É claro – e sorriu-
- Então porque antes de vir aqui, você vivia pegando geral?
- Eu sentia sua falta, então bebia e fazia essas coisas, eu não me lembro das coisas, mas os sites de fofoca me mostram.
- Então me promete uma coisa?
- O que?
- Promete que quando sentir minha falta, você sempre vai abraçar aquele ursinho que eu te dei ou cantar Justin Bieber?
- Prometo – e deu risada- cantar Justin Bieber?
- Vai me dizer que não sabe que eu sou belieber?
- Até o tiozinho da esquina sabe disso Nicolle – Harry, sempre jogando na minha cara os fatos.
- É – e dei risada- você vai ficar aqui comigo?
- Vou- e sorriu.
- NICOLLE! – Mari gritou e me abraçou forte, Bia fez o mesmo, causando um abraço triplo, que saudades de retribuir o abraço dessas vacas.
- Você está melhor?- Bia e suas preocupações, nós nos soltamos do abraço;
- Estou sim – e sorri.
- Starbucks no hospital?
- Eu sou Harry Styles – disse galanteador.
- Abaixa a bola aí Hazza- e dei risada.
- CHATINHA!- agora é a vez de o Zayn me sufocar, digo, abraçar.
- CHATINHO!
- Tá melhor?- quem mais vai perguntar isso?
- To sim, cadê o Niall, Louis, e Liam?
- Estão vindo para cá – disse Zayn com a cabeça para fora da porta.
- NICKI! – Niall, Louis, Liam gritaram e se jogaram em cima de mim.
- OBESOS! Vocês vão me matar com essa gordura toda em cima de mim.
- Eu não sou obeso, tenho excesso de gostosura – disse Liam fazendo carinha de ursinho fofo.
- Claro – e dei risada.
- Já sei que você está bem, então nem vamos perguntar – Louis, sempre óbvio.
- Nicki, você tá bem? – disse Niall debochado e virei os olhos.
- Como a recepcionista liberou virem todos esses fubás para cá? – perguntei para meu pai, que estava na porta.
- O doutor liberou – que doutor mais divo.
- Não somos fubás! – disseram todos eles juntos e eu ri.
- São sim! Deixaram minha casa bagunçada, aposto.
- Eu arrumei meu quarto.
- Payne, você não conta – e ele ficou emburrado, Liam odeia quando eu chamo ele pelo sobrenome- vem aqui meu ursinho – estendi os braços e ele me abraçou.
- Agora é a vez de o Harry ficar emburrado – depois que Niall disse isso, Harry mandou o dedo do meio pra ele.
- Vem aqui Hazza – como já tinha me soltado de Liam, estendi os braços para Harry.
- Vai lá com seu ursinho – disse afinando a voz, que menino mais ciumento.
- Chato – e mostrei a língua para ele- vem aqui pai – estendi os braços para meu pai vim me abraçar, e ele me abraçou.
- Não fica assim não marido, eu te abraço – eu e meu pai nos soltamos.
- Vai lá com o seu marido – disse debochada.
- Não, eu quero abraçar você – e veio me abraçar.

Aquele abraço é o segundo melhor de todos, com ele eu me sinto segura, me sinto completa. Harry simplesmente me completa, ele é tudo para mim. Isso soou meio meloso, mas é isso que ele é pra mim. Eu nunca senti por alguém (nem por Lucas) o que eu sinto pelo Harry. Nos soltamos do abraço e ficamos conversando, eu e o pessoal. O doutor veio aqui no meu quarto para ver se estava tudo certo comigo, e estava. Continuamos conversando até que eles foram para o Burger King buscar comida para eles e para mim. Só sei que depois vou escutar um sermão daqueles do doutor, de que essas gorduras podem infeccionar meus cortes e tal. Eles voltaram com um monte de comida, aposto que a maioria é para mim e para Niall. Não somos esfomeados, é que nosso estômago absorve rápido demais a comida. Ficamos comendo e conversando sobre nada. Tudo o que eu mais queria era sair daqui, mas só poderei sair daqui três dias. Terminei de comer e dei o papel para Harry, sim eu sou folgada.

- Bia, não fala! – ela já estava querendo contar minhas histórias de infância, e Mari também.
- Tá bom.
- É aquela história do palhaço? – meu pai disse rindo e fechei a cara para ele, que parou de rir.
- Essa mesmo.
- Você tem medo de palhaços?- disse Liam rindo.
- Tá rindo do que? Você tem medo de colheres, não pode falar nada.
- É – e todos nós começamos a rir.

Continuamos conversando e rindo sobre nossos medos idiotas. Eu contei que a Bia morre de medo de lesmas? Ela morre de medo de lesmas. Acho que se fizéssemos um campeonato de medos idiotas daria empate. Mas medo de palhaços não é idiota, já assistiram a aqueles filmes de terror que os palhaços tiram os órgãos das pessoas? Aquilo lá da muito medo, fora que aquela maquiagem exagerada assusta qualquer tipo de gente (menos as crianças). Quando deu oito da noite eles foram embora, Harry voltaria para me fazer companhia. Bia deixou uma mala de roupas para mim. Peguei um pijama e fui para o banheiro tomar banho. É difícil demais andar só com uma perna. Me apoiei no Box e tomei banho, demorei uns dez minutos. Coloquei meu pijama e aquele “negocio” que se usa no hospital por cima. Deitei na cama e fiquei pensando, me lembrando de como foi lá naquele lugar horrível. Lágrimas teimosas saíram. Escutei passos e enxuguei as lágrimas.

- Cheguei pequena – e ele deu aquele sorriso maravilhoso e sorri.
- Senta aqui – e apontei para a poltrona- falta pouco para eu sair daqui?
- Três dias.
- Que saco!
- Está com sono?
- Não e você
- Também não

Depois começamos a conversar como estava indo a turnê deles que tinham parado, daí começamos a conversar sobre vários assuntos. Acho que perceberam que eu e ele conversamos muito, nós dois somos muito falantes, isso é fato. No meio das conversas era inevitável não dar um beijo nele ou uma mordida naquele bico lindo que ele faz. Perdemos a noção da hora e já eram duas horas da manhã. Fomos dormir para não acordar os outros pacientes.

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