terça-feira, 25 de setembro de 2012

Capítulo 1- Live While We're Young


Droga! Cadê meu celular? Eu lutei tanto pra comprar essa droga de I-phone e agora ele some? E na casa da minha amiga ainda por cima. Vou tentar ligar pra ele, peguei o celular de Mari de suas mãos e liguei para o meu sumido celular.

Hey girl I'm waiting on you
I'm waiting on you
C'mon and let me sneak you out.

Agora achei ele! Estava entre as minhas malas e as da Mari, em cima da cama. Belo lugar que você foi se esconder né celular?

- Mariana e Nicki! Venham jantar!- berrou tia Anna, mãe da Mari, ela não é minha tia, só pra constar.

- Já estamos indo! – gritamos de volta.

Bom, meu nome é Nicolle, mas se você gosta de viver me chame de Nicki, mas não perto da minha mãe e do meu padrasto. Eles acham lindo o meu nome e não gostam quando me chamem pelo apelido, é uma coisa idiota, mas tudo bem, eu arrumei minhas malas porque eu morarei em Londres com meu pai. Meu sonho é conhecer lá, porque ele sempre vinha aqui, ou seja, eu nunca fui lá. E a anta da Mariana morará com a irmã mais velha, duvido muito que elas conseguirão ficar vivas no mesmo ambiente, amor de irmãos, sei como é.

- Nicki? Tá ai? – disse tia Anna

- Ah sim tia- ela nem liga de eu chamar ela de tia- só estou pensando.

- Como por exemplo, Harry nu?

- Anne, bata nessa sua filha safada!

- Mas o Harry é um gatinho, não seria uma má ideia! – tem de quem a Mari puxar tanta safadeza.

- MÃE! – gritou Mari.

- Qual é! Ele é lindo, e gosta de mulheres mais velhas.

- Isso que dá ter uma mãe safada, e solteira. Você tem 35 anos - disse Mari

- Vocês estão erradas, eu estava pensando em Londres, não dá pra acreditar que amanhã 
que eu irei realizar meu sonho – foi minha vez de falar.

- Ansiedade, eu sei. Vou ter que te dar meus florais Nicki. – Se acostumem, a Anne é assim.

- E pra Mari também, pode não parecer, mas ela está bem ansiosa.

- Tchau florais – e Anne acenou para o armário onde guarda remédios e seu kit de primeiros socorros.

Hey girl I'm waiting on you
I'm waiting on you

C'mon and let me sneak you out.

- Olha Nicki, eu acho que seu celular está tocando. –Mari e suas ironias

Esqueci de dizer que no meio dessa conversa nós conseguimos jantar, subi as escadas igual uma retardada e corri mais rápido, cheguei no quarto, era minha mãe.

Ligação On
- Oi mãe!
- Oi filha! Tudo bem?
- Sim e você?
- Bem! Então Nicolle, eu irei ao aeroporto te acompanhar e me despedir de você.
- Tá bom, mas sua blusa vai ficar cheia de lágrimas- e dei risada- o John vai?
- Ele já foi pro Iran – soldados e suas missões humanitárias-
- Esqueci desse detalhe
- Já jantou? – vai começar o típico interrogatório de mães
- Já e você?
- Já. Esqueci de falar uma coisa, o James vai junto no aeroporto- James é meu padrasto mala sem alça, ele está mais para meu segundo irmão mais velho do que pra padrasto.
- Vish! – e bocejei
- Vou desligar tá Nicolle? Tchau beijos, e até amanhã!
- Até mãe! Beijos – e desliguei
Ligação Off

Assim que desliguei o telefone percebi que Mari já estava dormindo, que fofa, e ainda são 23:00. Deitei na beliche de baixo(que era onde a Priscila, irmã mais velha da Mariana dormia) e fiquei pensando em milhares de coisas, resumidamente, todas elas em Londres. Vou esclarecer algumas coisinhas para vocês : quem é directioner é a Mari, eu não sou, só curto Live While We’re Young, What Makes You Beautiful e One Thing e acho eles bonitos. E minha vida aqui não é uma das melhores como vocês pensam, meu padrasto é um pudim de cachaça (um típico bêbado de todos os dias) ele só é legal quando está sóbrio, é um saco. E também ter que aturar aquelas patricinhas idiotas com dunas de pó de arroz e oceanos de base e se achando o máximo. E aqueles mauricinhos idiotas que se acham porque vai ser herdeiro de uma grande empresa e vai “catar” quantas vadias quiserem. Não é legal ser Nicolle Brachmann, podem apostar. Acontece que eu não sou patricinha, odeio rosa, gosto de boné, falo um monte de gírias, curto rock e rap . Então esse negocio de “princesinha” não é comigo, é com a Mari. Ela é meio “paty”, mas ela é diferente das patys que tem na nossa escola. Ela não é vadia, não usa tanta maquiagem e sempre quando pode, ela e eu esculachamos aquelas vacas que tem mania de nos irritar e tal. Voltando o assunto da minha vida, foi uma tremenda merda meu irmão ter se tornado um soldado, porque era ele que sempre me ajudava nos meus problemas. Ele é o melhor irmão que se pode ter, se não fosse por Mari e John, eu nem sei o que seria de mim. Porque como eu disse, meu padrasto é um bêbado, minha mãe nem faz nada, sabe como é o amor né? Então. Amor? Se você me procurar pra falar dessa merda, me esqueça, nem presto pra isso, pode pá! Sofri demais com essa coisa, que todos dizem que é boa, boa merda nenhuma! Até que acabei dormindo.

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