quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Capítulo 26- Live While We're Young


Nicki POV On
Um ano depois...

Agora eu e Bia estamos aqui, nos formando, depois de três anos de estudos, fotos entre outras coisas, conseguimos passar em grande estilo. Consegui um estágio na Vogue e Bia conseguiu no Fabulous. Fora que eu consegui o telefone dos meninos do The Wanted, e estou bem próxima do Jay. Nem se iludam que eu vou namorar o Jay Bird e tal, porque não vou e porque meu coração é idiota demais, porque eu ainda amo Harry. Por falar nele, desde aquele dia do hospital (que ainda me dói demais lembrar isso) eu nem falo com ele, sempre ignoro as chamadas dele do Skype. Toda vez que ele fala comigo eu não respondo, não consigo mais olhar pra ele. Eu ainda o amo, mas não consigo ouvir a voz dele sem querer quebrar o rádio. O único que me entende é Niall, sempre é ele que esta online às três da manhã no Skype ou no twitter e é sempre ele que me vê chorar todas as madrugadas que eu pego o notebook escondido de Bia.

- Nicki, sua vez de fazer o discurso – e bia me empurrou para o “palco”.
- Obrigada Beatriz pela sutil forma de me colocar aqui.
- Não há de que priminha linda, agora vai fazer seu discurso.

Eu não tenho a menor ideia de como eu vou fazer isso, tive cinco meses para pensar nessa porcaria, não pensei e nem formulei por preguiça pura. 
Fui falando dos momentos bons que tive lá (por incrível que pareça são muitos) das minhas novas amizades, das pessoas que me apoiaram. E eu olhava só para um lugar, porque se eu começasse a olhar para todo mundo, eu não conseguiria falar nada. Para alternar um pouco meu olhar, olhei para algumas mesas, quando meus olhos foram para a mesa da esquerda, que ficava bem perto do palco, eu congelei. 
Fiquei parada, não conseguia falar, sendo que ainda faltava um minuto para meu discurso (que considerei a coisa mais idiota do século) acabar. Sai correndo e entrei na primeira porta que eu vi, por sorte era o banheiro, como era um salão, o banheiro não é aquele típico banheiro de casa, tinha várias portas. 
Entrei em uma que tinha um chuveiro, por sorte o chão não estava molhado, sentei ali e comecei a chorar. Como eu pude ser tão idiota? Como eu pude ser tão infantil a ponto de ver aquele menino e correr para um banheiro? Isso não interessa mais, olhar nos olhos dele me machuca, é como se fosse meu ponto fraco.

- NICOLLE! ONDE VOCÊ ESTÁ? – Mari berrava.
- Aqui – disse num tom normal, mas com a voz embargada.
- Destranca isso – Mari disse calma.
- Tá – destranquei a porta e abri, vi Mari e Bia me olhando.
- Tudo vai ficar bem – e as duas me deram um abraço.
- Eu queria minha mãe.
- E o Harry também.
- Mariana! – Beatriz a repreendeu.
- Desculpa Nicki.
- Tá bom.

Ficamos um bom tempo abraçadas, até que eu vi uma menina dos cabelos ruivos com duas bolotas azuis, que vulgarmente é chamado de olhos. Era Laís, uma menina de Bradford que eu e Bia conhecemos aqui, ela é super legal.

- Nicki, o que aconteceu? – Laís disse depois que nos soltamos do abraço.
- Emoções – e sorri fraco.
- Corrigindo, um garoto babaca- e ela sorriu largamente, e eu dei risada por ela chamar Harry de babaca.
- MEU DEUS, LAÍS E NICOLLE, ELES VÃO ENTREGAR O DIPLOMA – Bia pegou no meu braço e no braço de Laís e nos arrastou, por eu estar segurando o braço de Mari, consequentemente a arrastamos junto.
- Gente, eu vou pra lá – Mari disse quando estávamos atrás do pano azul.
- Tá bom.

Fiquei olhando para o pano azul, nervosa para receber o meu diploma e amanhã voltar para Londres, onde finalmente comprei uma casa. Quando o Heitor falou para todos os alunos entrarem, eu fiquei meio atrás de Bia, e a vagabunda fez questão de me deixar do lado dela, do meu lado estava Laís, olhando fixamente para um garoto, segui a linha imaginária que eu fiz dos olhos de Laís até o rapaz.
 MEU DEUS AMADO, JESUS CRISTO, É O ED SHEERAN! O QUE O LINDO DO ED ESTÁ FAZENDO AQUI? Só não surto porque isso é uma ocasião formal (odeio ocasiões formais), mas eu ficava me mexendo, enquanto os outros alunos me olhavam e bia me dava uns beliscões, essa vaca vai me pagar. 
Olhei para meu pai e ele estava se segurando para não rir de mim, esse é outro que vai me pagar. Para minha alegria, o Heitor me deu o diploma, tirei uma foto com o cara (fazer o que), depois tiraram uma foto minha e sai do “palco”. 
Tirei esse negocio azul e esse chapéu de formando e guardei na minha bolsa e fui ao meio das pessoas. Abracei Mari mais uma vez e cumprimentei todos, menos Harry. Olhei séria para ele e virei a cara. Laís passou do meu lado e peguei no braço dela.

- Por que ficou olhando para o Ed? – disse travessa.
- Nicolle, ele é meu primo – depois que ela disse isso, engasguei com a bebida- Nicolle? – e ela dava tapas nas minhas costas.
- Laís, eu to bem – eu disse rindo- NÃO ACREDITO QUE EDWARD SHEERAN É SEU PRIMO, OMG!
- Nicolle, vem aqui – e ela me puxou.

Nós fomos andando até a mesa dos fundos, até que dou de cara com um casal com aparentemente a idade do meu pai, provavelmente são os pais de Laís. E o Ed do lado. Se eu estou surtando internamente? É CLARO! Mas admito que foi bem pior quando eu conheci o Justin Bieber pela primeira vez(eu conheci ele antes daquela vez que saímos juntos). E quando eu conheci o The Wanted, só faltava eu virar a Katy Perry no clipe Firework.

- Nicolle, esses são meus pais. Mãe e pai, esse ser histérico é Nicolle – e apertei levemente a mão dos dois.
- Oi – e dei um sorriso tímido- Não acredite na Laís, eu não sou histérica.
- Claro, até porque fui eu que gritei e pulei em cima do Justin no Meet and Greet dele- depois que ela disse isso, Ed deu risada, maldita Laís.
- Continuando. Ed essa é Nicolle, Nicolle esse é o Ed.
- Oi – e sorri.
- Então você é a famosa Nicolle, apelidada de Nicki – como é que ele sabe meu apelido?
- Sou eu – e sorri- como sabe do meu apelido?
- Harry não para de falar de você um instante – NOSSA, agora que eu lembrei que Ed é amigo de Harry.
- SÉRIO? – Laís perguntou.
- Sério. Eu queria conversar com você Nicolle.
- Comigo?
- É, quando podemos marcar de ir ao Starbucks?
- STARBUCKS ED? PARA DE FURAR O OLHO DO HARRY! – como essa Laís é escandalosa e mente poluída.
- Filha, fecha a boca – a mãe de Laís disse meio nervosa e eu me segurei para não rir.
- Laís, eu não estou furando o olho do Harry, eu só quero conversar com ela.
- Tá – isso soou meio pervertido, onde é que estão os britânicos civilizados?
- Então Nicolle, quando você irá para Londres?
- Amanhã de tarde.
- Podemos marcar de irmos ao Starbucks qualquer dia?
- Sim – e sorri.
- Me passa o numero do seu celular.
- Tá –e passei o numero pra ele- preciso ficar com meus amigos.
- Vai lá Nicki.
- Até amanha Laís.
- Até.

Fui até a mesa onde os normais (só que nunca) estavam. Ficamos conversando, comendo e bebendo, para nossa sorte nenhum estava bêbado. Quando deu duas e meia da manhã resolvemos ir embora. Chegamos a casa as três da manhã, tirei esse vestido pesado, tomei um banho quente e demorado, tirei minha maquiagem e me joguei na cama. Bia estava tirando seus saltos e Mari estava estirada no colchão olhando para cima, pelo jeito ela tomou banho.

- Nicki?
- Eu!
- Pensei que tinha esquecido o que aconteceu ano passado.
- Não esqueci não. Pode parecer infantil demais para uma mulher de 21 anos, mas eu não esqueci, ele realmente me machucou.
- Nicolle, quando ele voltou para Londres, ele terminou com a Lauren.
- Legal, mas isso não muda o fato de ele ter mentido para mim.
- É, ele tá solteiro sabia?
- Nem quero saber dele.
- Mas é ele que você ama, e é você que ele ama.
- Mas isso não adianta, toda vez que tentamos ficar juntos, nunca dá certo. Acho que não fomos feitos para ficar juntos.
- Nicolle, não repita uma bobeira dessas, vocês são perfeitos juntos, se vocês estão passando por isso, é um teste do destino para ver o quão forte é o amor de vocês- depois dessa eu fico quieta.
- Eu vou tentar perdoar o Harry – depois de falar isso eu sorri e Mari sorriu junto.
- Aleluia – e Bia saiu do banheiro com um pijama.
- Agora vamos dormir, porque amanhã nós voltamos para Londres.
- Isso!
- Boa noite meninas – eu disse apagando o abajur.
- Boa noite Nicolle- as duas disseram juntas.

Peguei meu travesseiro que conecta o celular e coloquei a musica Nothing Like Us, do Justin Bieber. Como é que uma musica pode identificar tanto minha atual história amorosa? Impressionante. Depois de me revirar na cama o sono finalmente me venceu e eu dormi.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Capítulo 25- Live While We're Young


Nota da tia Raffa: Se preferir, escute a musica Nothing Like Us do Justin Bieber para ler esse capitulo, ou a musica Skinny Love da Birdy

Nicki POV On
Dois dias depois

Finalmente vou sair desse lugar chato, desse quarto branco sem graça. E segunda feira eu tirarei fotos do The Wanted, se eu estou surtando? Até parece (sintam a minha ironia), e o pior que eu nem contei para o Harry, porque se eu contar, ele vai ter um ataque de ciúmes. Por falar em Harry, vou atrás da porta escutar ele falando no celular, eu sou bem curiosa.

- Eu estou voltando- pausa- calma querida, eu estou bem, logo estou aí com você.

Nem aguentei mais escutar, deitei minha cama e comecei a chorar. Ele fez tudo isso comigo e ele ter outra? Isso é ridículo, ele é um babaca. E o pior que eu não posso fazer nada com ele, nós não temos nada, mas ele foi ridículo de me fazer criar sentimentos por ele, ou talvez eu seja a ridícula, por ter acreditado nas palavras dele.

- O que aconteceu?
- Por que você fez isso comigo? – disse soluçando.
- O que eu fiz?
- Harry,não se faça de cínico, eu escutei sua conversa.
- Você escutou? – ele gaguejou.
- Escutei sim, acho que você deveria ter escutado a Mariana, porque ela te disse incansáveis vezes que eu não sou boba, e não sou mesmo.
- Nicki, não é o que você pensa – ele disse com lágrimas nos olhos.
- Ah, então o que é? Você conversando com o Louis?
- Nicki, para com essas ironias.
- Harry, para de mentir pra mim – disse no mesmo tom que ele.
- Me perdoa, o que eu fiz foi errado, foi errado com você, foi errado com a Lauren.
- Ah, o nome dela é Lauren – disse seca.
- Nicki...
- Agora é Nicolle para você! – e desceu uma lágrima do olho dele.
- É, o nome dela é Lauren. Eu estou namorando ela, porque pensei que meus sentimentos por você poderiam acabar se eu encontrasse outra pessoa.
- Harry, para com isso, você fala como se só você sofresse, que merda! Eu também sofro, eu te amo. O pior de tudo isso é que eu fui “a outra” esse tempo todo.
- Me perdoa Nicolle – ele dizia soluçando, ver ele daquele jeito me doeu o coração.
- Está perdoado, agora sai daqui – e apontei para a porta.
- Nicolle...
- HARRY, SAI DAQUI! – berrei e ele saiu.

Peguei a almofada que Bia trouxe aqui e enfiei minha cara nela, comecei a chorar muito. Como eu não percebi isso? Ele me fez de boba esse tempo todo, isso é ridículo. Eu amo ele tanto e ele foi lá e me machucou, o pior de tudo isso é que ele pensa que só ele sofre, e eu fui “a outra” nessa história. Fora a parte que ele está usando a garota para me esquecer, ele é realmente um otário. Agora que estou sozinha nesse quarto, fui arrumar minhas coisas, Bia me buscaria as quatro da tarde, e já era três da tarde. Quando terminei de arrumar, era três e cinquenta da tarde, sentei no sofá que tinha lá e fiquei pensando.

- Nicki? O que aconteceu entre você e Harry?
- O idiota falou pra vocês?
- Não, mas ele chegou em casa chorando horrores.
- Ah – disse seca.
- O amor da sua vida chora horrores e você fala “Ah”?
- Acontece que esse amor da minha vida é um babaca que tem namorada e ficava me beijando.
- É SÉRIO QUE ELE NAMORA A LAUREN?
- Fala mais alto vagabunda, fala – olhei mortiferamente para ela.
- Ah, desculpa. Então vocês brigaram?
- É isso mesmo – disse triste- mas ele que se dane.
- Nicolle!
- Senhorita Brachmann, assine esse papel que você já estará liberada do hospital – disse Julianne, a única enfermeira legal (e do cabelo azul) que tem aqui.
- Tá bom- e assinei.
- Está tudo bem mesmo Nicki?
- Tá sim, é que eu sou idiota demais.
- Não fala assim. Você vai ser feliz, acredite.
- Tá – e sorri.
- Nicki, você está liberada.
- ALELUIA IRMÃOS! – e joguei os braços para o alto.
- NICOLLE! Você quase acertou essa muleta no meu olho – Bia disse assustada.
- Nicolle Brachmann de muleta é um perigo para a sociedade – disse uma voz reconhecível, era Louis.
- Cala a boca Tomlinson – e bati na bunda dele com a muleta.
- Cala você Brachmann – disse no mesmo tom que eu.
- Bobo.
- Boba.
- Para de me imitar.
- Para de ser infantis, vamos embora.

Sai do hospital e uma chuva de flashes invadiu meu rosto, malditos paparazzis. Estava com saudades de olhar Oxford além da janela e do quintal do hospital, andamos rápido até o estacionamento, Louis pegou o carro de Liam, e Bia pegou o dela, entrei rápido no carro e bia deu partida. Fomos conversando sobre meus sentimentos e sobre as aulas, por mais que eu estivesse uma semana fora da faculdade, eu acompanhava a distancia. Cheguei em casa, abri a porta e todos me encaravam, depois de cinco segundos eu estava jogada no sofá com um monte de gordos em cima de mim.

- Saiam de cima de mim! Saiam! Minha pobre perna direita não aguenta vocês, meu pobre corpo sexy não aguenta vocês.
- Sexy onde sua obesa?
- Onde existe a feiura da sua mecha loira Malik! Em tudo.
- Sua chata – e mostrou a língua para mim.

Depois que eles saíram de cima de mim, me sentei e ficamos conversando, e Harry não estava ali. Senti que eles queriam perguntar sobre o que aconteceu entre eu e ele mas não perguntavam. Eles sabem ser convenientes, quando deu seis da tarde, levamos eles até o aeroporto, ano que vem eu levaria o carro do Liam de volta, já que ele tem dois carros, sem um não teria tanta diferença. Me despedi de todos menos o Harry, não queria olhar na cara dele. É difícil isso, mas eu sou forte, eu consigo. Depois do avião deles decolar, fomos para nossa casa. Eram nove da noite, fui para o banheiro e tomei um banho bem demorado, na expectativa falida de tentar fazer a água levar minha dor embora. Depois de escutar berros da Bia, me sequei e coloquei a camiseta enorme que Liam tinha me dado na época que “namorávamos”, um short de moletom e desci.

- Pedi lanche e refrigerante, vai comer?
- Que pergunta hein Beatriz – sentei no sofá e ela foi na cozinha buscar meu lanche.
- Pensei que você fosse do tipo que fica triste e não quer comer nada.
- Quem disse que eu estou triste?
- Nicolle, eu te conheço, você acha que eu e a Mariana não percebemos em você?
- Meu plano não deu certo.
- Fora que o tio Jake ficou perguntando incansáveis vezes o que tinha acontecido com você.
- Estava tão na cara assim?
- Estava na cara de quem realmente te conhece.
- Não adianta mentir para vocês.
- Não mesmo – e sorrimos.

Ficamos assistindo qualquer filme, desde que não fosse romance, drama ou comédia romântica. Eu juro que estou tentando ficar bem, mas não consigo. Está doendo, meus sentimentos estão confusos, minha cabeça está confusa, tudo está confuso. Isso machucou, mas quem disse que alguém precisa saber? Basta sorrir e ter uma voz amigável e firme que todos acreditam em você. Estou começando a pensar que nós não fomos “feitos” para ficarem juntos, podemos até nos amar, mas isso não é suficiente. Parece que isso é pouco demais. Melhor eu dar uma chance para meu coração, melhor eu dar um tempo para ele, melhor dar um tempo para mim. Se pensam que eu vou chorar antes de dormir, vocês estão bem enganados, eu não vou chorar, eu vou ficar matando meu cérebro de tanto pensar, é isso que eu sempre faço quando estou triste.

- Nicki, vamos dormir? Já são três da manhã.
- Vamos.

Subi para meu quarto, escovei meus dentes, me joguei na cama e fiquei pensando em mim, em Harry, em nós. Até Christian resolveu dar um passeio em meus pensamentos. a musica Nothing Like Us, do (meu) Justin Bieber, é perfeitamente o que eu e Harry passamos. A única diferença é que Justin não mentiu para a Selena, ou a usou como “a outra” da história. Depois de pensar e ficar escutando musicas depressivas, acabei dormindo.